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CAMPOS DOS GOYTACAZES/ RJ, A LUTA CONTINUA!...

sábado, 30 de abril de 2011

CONJUTIVITE VIRAL

O que é
Qual a causa
Manifestações
Evolução
O que fazer
                                      Conjuntivite viral - Pálpebra inferior
O que é?

Conjuntivite viral é a inflamação produzida, na conjuntiva, por um virus.
A conjuntiva é uma membrana fina e normalmente transparente, que forra a parte branca da superfície anterior do olho (esclera) e também a face interna das pálpebras.
Quando inflamada, toma a cor vermelha e é um dos quadros clínicos conhecidos como "olho vermelho". Para confirmar o diagnóstico, temos que excluir outros, como ceratite, esclerite, uveite, glaucoma, corpo estranho etc.
O virus é um agente infeccioso de tamanho mínimo, que parasita células do organismo, se multiplicando no interior destas, destruindo-as e causando doença.
Qual a causa?

O causador desta conjuntivite pode ser um de cerca de 12 tipos de virus.
Os mais frequentes são o adenovirus e enterovirus, Este último, aliás, foi identificado em S. Paulo, no Instituto Adolfo Lutz, como o responsável pela epidemia deste ano.
Manifestações

O sofrimento começa com ligeira coceira no(s) olho(s).
Em pouco tempo, ou de um dia para o outro, o olho apresenta:

- vermelhidão difusa; alguns casos, até hemorragia
- lacrimejamento
- secreção mais espessa, tipo lágrima "grossa"
- pálpebras inchadas, com redução da abertura da fenda.
O cliente sente:

- coceira
- ardência
- sensação de areia ou de corpo estranho
- irritação
- fotofobia
- picadas
- algum embaçamento da visão.
Evolução

O período de incubação é de 4 a 7 dias.
Geralmente começa por um dos olhos e, com 3-4 dias, passa para o outro também.
A fase aguda dura de mais 7 a 10 dias (maior risco de passar para outras pessoas)
A vermelhidão pode ficar até 2 a 3 semanas (principalmente se houve hemorragia conjuntival)
O que fazer?

Em face de uma conjuntivite viral, o que fazer antes, durante e depois do ataque?
ANTES (tentando escapar do contágio):
- Evitar ambientes fechados e com muita gente: conduções lotadas, auditórios, escolas, certos ambientes de trabalho. O ar condicionado ajuda a disseminar a doença.
- Não ir a sauna, praia e piscina, neste período de epidemia.
- Retrair-se, nas habituais manifestações de sociabilidade, restringindo apertos de mão. abraços e beijos na face.
- Não tocar objetos pegados antes por portador da doença, como maçanetas, alças, bolsas, pacotes, teclados, caneta/lapis, copo, talheres etc. Se o fizer, lavar logo as mãos e não passá-las no próprio rosto, por algum tempo.
- Estes objetos também devem ser limpos, de preferência com álcool, se for possível.
- Lavar o rosto e as mãos com maior freqüência que o comum.
DURANTE (deu azar e pegou a conjuntivite):

- Seja solidário e evite propagar a doença, poupando outros de seu contato.
- Se tem horror à luz forte, usar óculos escuros.
- Não coçar os olhos com os dedos. Se sentir necessidade de fazê-lo, usar gazes esterilizadas ou lenços de papel e descartá-los imediatamente. Passar com delicadeza. Esfregar fortemente agrava a doença. Lavar as mãos, logo em seguida.

- Prefirir toalhas de papel. Se tiver que usar de pano, separar as suas. Não as compartilhar com ninguém.
- Separar seu travesseiro e trocar a fronha diáriamente.
- Casais, preferir dormir separados, neste período
- Não compartilhar lentes de contato, óculos e maquilagem (se costuma usá-la).
- Separar seu sabonete (sólido ou líquido) e fazer uso exclusivo.
- Lavar o rosto com água da torneira, até pode; mas, nos olhos e em torno deles, preferir água fervida. Se as pálpebras amanhecerem coladas, deixar compressas de gaze húmida morna, sobre os olhos fechados, por 3-5 minutos, para amolecer a secreção e facilitar sua limpeza.
- Guardar uma parte da água fervida, na geladeira e fazer compressas geladas, com gaze esterilizada, sobre os olhos fechados, durante 5 minutos, 5 a 6 vezes ao dia. O frio diminue o desconforto, o edema e o prurido.
- Nos intervalos das compressas, se sentir falta, pode pingar, ou mesmo banhar os olhos, com soro fisiológico gelado.
- Habitualmente não há dor constante (mais para "picadas"). Se acontecer dor mesmo, não deixe de consultar um(a) oftalmologista. Podem melhorar com Paracetamol e até alguns antinflamatórios não-hormonais.
- Secreção amarelada e espessa, pode ser um indicador de contaminação bacteriana e um(a) oculista deve ser consultado(a) para receitar algum colírio com antibiótico.
- Os de casos mais brandos se sentem melhor usando colírio de lágrima artificial, várias vezes ao dia.
- Colírios mistos, com cortisona, devem ser evitados e só usados sob prescrição médica.
- Se aparecer uma falsa membrana, arranhando mais, deve ser retirada, quantas vezes surgir, pelo(a) oculista.
DEPOIS (avaliando os estragos)

- Mesmo tendo desaparecidos os sinais e sintomas, um(a) oculista deve ser visitado(a), principalmente se foi usado colírio com corticoide. Procurar saber se a pressão intraocular está normal ou subiu um pouco. Costuma reverter espontaneamente, mas outros casos podem precisar de tratamento.
- Procurar saber como está a córnea. Alguns ficam com um certo infiltrado puntiforme (pontinhos esbranquiçados, na espessura dela), que embaça a visão. Pode ser tratado.
- Procurar ver se ficaram aderências cicatriciais, (muito raras) ligando o globo ocular às pálpebras, ao nível dos fundos-de-saco.. Principalmente, se houve pseudo-membrana na fase aguda e, mais ainda, se não foram logo retiradas. Estas aderências, nos caso mais graves, limitam os movimentos dos olhos e podem necessitar de tratamento.
(CI-SBO)
VEJA TAMBÉM:
De olho no verão: proteja seus olhos!

Exame de ordem, inconstitucional mas necessário!!!???

Publicado em 22/02/2011 por Inacio Vacchiano

Nota de Esclarecimento de Willyan Johnes

Na intenção de desviar o foco da inconstitucionalidade do exame de Ordem, o atual presidente da OAB Ophir Cavalcante, tenta de todas as formas convencer as autoridades e induzir a sociedade quanto a necessidade do exame da OAB segundo seu entendimento.

Como presidente dessa entidade tão importante (OAB), o senhor Ophir Cavalcante deveria saber que não se trata ser necessário ou não tal exame, e sim de uma inconstitucionalidade. Seria ele tão despreparado como se refere aos bacharéis? Não estaria na hora de assumir que os bacharéis conhecem mais do que ele sobre inconstitucionalidade? Ou estaria se achando a cima da Constituição Federal em prol de seus interesses?
Como bacharel e membro do MNBD (Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito), caso o senhor Ophhir Cavalcante queira, posso lhe fundamentar uma peça com inúmeros artigos e princípios fundamentais que comprovem a inconstitucionalidade do exame de Ordem, na certa ele não aceitaria esse desafio, afinal, segundo ele, sou apenas mais um bacharel incompetente que não nasceu para ser advogado.
Como bacharel em Direito, sugiro ao senhor Ophir Cavalcante, especialista na área do Direito do Trabalho, que estude o estatuto e o código de ética da OAB, assim, como operador do Direito saberá se reportar legalmente diante da decisão dada por um Desembargador sem jogar a Toga do mesmo no lixo, isso sem contar que, como os demais colegas desse país, me sinto ofendido com seus comentários ao se referir de forma generalizada quanto aos bacharéis que foram reprovados por não chutarem as questões ou não entenderem as inúmeras pegadinhas.
Nós bacharéis, devemos ficar atentos quanto aos comentários desse cidadão, que devido sua arrogância e prepotência na certa seremos ofendido novamente, mas não devemos nos concentrar em suas agressões e sair de nossa rota, mas sim, em nosso objetivo que é mostrar a inconstitucionalidade do exame e a reserva de mercado proposta pela OAB por intermédio de seu conselho federal.
Depois de muita tentativa, depois de vários Juízes competentes que deferiram mandado de segurança respeitando a Carta Magna, finalmente uma decisão inédita vinda de um Desembargador de carreira Vladmir Souza Carvalho do Tribunal Federal da 5º Região, onde mostrou sua experiência e conhecimento constitucional ao fundamentar sua decisão, mas segundo o senhor Ophir Cavalcante o Desembargador Vladmir Souza agiu em interesse próprio pelo fato de seu filho ter sido reprovado quatro vezes no exame de Ordem.
No entanto, o senhor Ophir Cavalcante, nada disse a respeito do comentário feito pelo Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Jair Bolsonaro, que mesmo tendo seu filho aprovado na OAB, é contra o exame e pretende derrubar o muro blindado da OAB por suspeitar que haja um cofre em seu interior. Nesse caso, sendo seu filho aprovado no exame de Ordem, que interesse teria o Deputado Jair Blsonaro senão agir dentro da lei maior como fez o Desembargador Vladmir Souza?
Nós do MNBD acreditamos piamente que os ministros do STF ( Superior Tribunal Federal), Guardiães da Constituição Federal, não irão contra as decisões dadas anteriormente por Juízes federais, principalmente depois da liminar concedida pelo Desembargador Vladmir Souza da 5º Região, pois acreditamos nos guardiães da maior de nossas conquistas, a Constituição Federal.
O que é o Enade?
O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.
Então para que serve o ENADE?
Se o ENADE tem a finalidade de aferir o rendimento do ESTUDANTE, então para que serve o Exame da OAB?
Willyan Johnes
http://heliopaz.wordpress.com/2008/07/15/e-mails-dos-ministros-do-stf/
Fonte: Folha de Cariacica
Links relacionados:
■Juíza Federal proíbe exigência de exame de ordem a seis Bacharéis em Direito

■O MEC tem feito a sua parte, o exame de ordem da OAB é uma ingerência inconstitucional

■EX-PRESIDENTE DA OAB ENVOLVIDO EM FRAUDE DO EXAME DE ORDEM 2009.02

■OAB muda edital para não ter que dar nota no exame de ordem

■Exame de ordem e exame de Estado – Inconstitucionalidade pétrea

DIA DO TRABALHADOR!

27 de Abril de 2011 - 16h49


1º de Maio: Uma história de luto, rebeldia e luta

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889 por um congresso da Internacional Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Hoje, é celebrada em todo o mundo, menos no país onde sucederam os acontecimentos que a inspiraram, os EUA
A polícia não poupou bala nem cassetete para reprimir a greve que originou o 1 de Maio
Leia também:

O Dia do Trabalho no Brasil

A homenagem de Maiakovski
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalhador.
Chicago, maio de 1886
O retrocesso imposto à classe trabalhadora em boa parte do mundo neste momento, em especial na Europa, faz lembrar os primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando o grau de exploração do trabalho era bem maior do que hoje. Salários baixos associadas a longas e extenuantes jornadas eram a regra nas fábricas. A saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.
Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais polos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.
Imprensa burguesa
Atualmente, é notória a cobertura parcial dos fatos e a hostilidade dos grandes meios de comunicação ou da chamada mídia hegemônica aos movimentos sociais e, em particular, aos sindicatos. Mas tudo isto não chega a ser novidade. Os jornais patronais daquela época chamavam os líderes operários de cafajestes, preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.
No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a policia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.
Brutal repressão
Os oradores se revesavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.
Justiça de classe
A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gângsters pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.
A justiça revelou seu caráter de classe, burguesa e antioperária, quando levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O simulacro de julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.
A defesa de Spies
August Spies fez a própria defesa no julgamento. Não se curvou aos carrascos da burguesia e reiterou suas convicções no futuro luminoso do movimento operário. Leia abaixo um pequeno trecho do seu último discurso:
"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"
Parsons também falou:
"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Ele fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e proclamou seus ideais:
"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".
Execução
No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg não estava entre eles, pois suicidou. Seis anos depois, o governo de Illinois, pressionado pelas ondas de protesto contra a iniqüidade do processo, anulou a sentença e libertou os três sobreviventes.
Em 1888 quando a AFL realizou o seu congresso, surgiu a proposta para realizar nova greve geral em 1º de maio de 1890, a fim de se estender a jornada de 8 horas às zonas que ainda não haviam conquistado.
Primeiro de Maio em Portugal em 1974, após a Revolução dos Cravos
Internacional Socialista
No centenário do início da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1889, reuniu-se em Paris um congresso operário marxista. Os delegados representavam três milhões de trabalhadores. Esse congresso marca a fundação da Segunda Internacional.
Na hora da votar as resoluções, o belga Raymond Lavigne encaminhou uma proposta de organizar uma grande manifestação internacional, ao mesmo tempo, com data fixa, em todas os países e cidades pela redução da jornada de trabalho para 8 horas e aplicação de outras resoluções do Congresso Internacional. Como nos Estados Unidos já havia sido marcada para o dia 1º de maio de 1890 uma manifestação similar, manteve-se o dia para todos os países.
No segundo Congresso da Segunda Internacional em Bruxelas, de 16 a 23 de setembro de 1891, foi feito um balanço do movimento de 1890 e no final desse encontro foi aprovada a resolução histórica: tornar o 1º de maio como "um dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade".
O ideal da igualdade
Como vemos, a greve de 1º de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos, não foi um fato histórico isolado na luta dos trabalhadores, ela representou o desenrolar de um longo processo de luta em várias partes do mundo que, já no século 19, acumulavam várias experiências no campo do enfrentamento entre o capital (trabalho morto apropriado por poucos) versus trabalho (seres humanos vivos, que amam, desejam, constroem e sonham!).
O incipiente movimento operário que nascera com a revolução industrial, começava a atentar para a importância da internacionalização da luta dos trabalhadores. O próprio massacre ao movimento grevista de Chicago não foi o primeiro, mas passou a simbolizar a luta pela igualdade, pelo fim da exploração e das injustiças.
Muitos foram os que tombaram na luta por mundo melhor, do massacre de Chicago aos dias de hoje, um longo caminho de lutas históricas foi percorrido. Os tempos atuais são difíceis para os trabalhadores, a nova revolução tecnológica criou uma instabilidade maior, jornadas mais longas com salários mais baixos, cresceu o número de seres humanos capazes de trabalhar, porém para a nova ordem eles são descartáveis.
Capitalismo e imperialismo
A realidade continua revelando cotidianamente a face perversa do capital, que não vacila em explorar o ao trabalho infantil, degradar a natureza e ampliar o desemprego e a pobreza. Ao longo do século 20 o capitalismo se globalizou, foi dominado por grandes empresas monopolistas e se transformou em imperialismo, um sistema em que as grandes potências exploram sem piedade a classe trabalhadora dos países mais atrasados e semeiam a guerra. O imperialismo é responsável por duas grandes guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945) e continua promovendo conflitos, como se vê no Oriente Médio (Iraque, Afeganistão e Líbia). O imperialismo é uma pedra no caminho da paz mundial ansiada pelos povos.
Em 2008 o sistema foi abalado pela crise mais grave de sua história desde a Grande Depressão de 1929. As consequências da crise são desiguais, mas não restam dúvidas de que a classe trabalhadora é sua principal vítima. Na Europa, os governos capitalistas querem desmantelar o chamado Estado de Bem Estar Social, nos EUA cerca de 8 milhões de postos de trabalho foram destruídos e no mundo mais de 30 milhões de trabalhadores foram acrescentados ao exército de desempregados. Os trabalhadores não estão passivos diante da ofensiva reacionária dos Estados capitalistas. O 1º de Maio deste ano vai refletir a luta em curso na Europa e em todo o mundo pela dignidade da classe trabalhadora, contra o capitalismo e por uma nova ordem política e econômica mundial.



Da Redação, com agências

sábado, 16 de abril de 2011

Hospital nega cesariana e mulher de 20 anos morre durante parto normal

Familiares de Márcia Luiza de Almeida Quitéria, de 20 anos, que morreu na noite de terça-feira após complicações durante a operação de parto, estiveram presentes na 134ª Delegacia de Campos, no centro, para denunciar médicos do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Campos, por negligência. Segundo a mãe da jovem, ela teria sido forçada a realizar um parto natural, o que teria acarretado sua morte. No entanto, os familiares da vítima deixaram a delegacia sem fazer registro de ocorrência.
Jussara de Almeida Loumeu Charles, mãe da vítima, informou que Márcia havia entrado em trabalho de parto no último domingo, dia 10, quando foi internada no Hospital Santa Casa e preparada para o parto. Segundo Jussara, a filha estava claramente sem condições de realizar um parto normal, e uma cirurgia de cesariana foi requisitada, porém foi negada. Ela então foi transferida para o Hospital Beneficência Portuguesa durante a segunda-feira, onde deu à luz, mas não resistiu e morreu com três paradas cardíacas e hemorragia. Segundo a família, o bebê se encontra em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital.

Fonte de pesquisa: http://www.fmanha.com.br/

Postado por Associação dos Guardas Civis Municipais de Campos dos Goytacazes às Quarta-feira, Abril 13, 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Ataque em escola pública choca o país

O ataque nesta quinta-feira (07/04), no Rio de Janeiro, chocou o Brasil. Um jovem armado invadiu uma escola municipal, em Realengo, e abriu fogo contra os alunos. Após matar 11 crianças, ele se suicidou.
Segundo a polícia, o atirador, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, foi aluno da escola municipal Tasso da Silveira. O jovem de 23 anos entrou no colégio por volta das 8h da manhã. Ele disse que faria uma palestra, pela comemoração dos 40 anos da unidade.
Armado com dois revólveres e muita munição, Wellington invadiu uma sala de aula e disparou várias vezes contra os alunos da oitava série. Quando a PM chegou, ele foi atingido por um tiro na perna, e depois, segundo a polícia, se matou.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, além das 11 crianças mortas, há 13 feridas - quatro em estado grave. Cerca de 400 alunos estavam na escola, no momento do atentado.
O atirador deixou uma carta, com inscrições confusas, mas que mostravam ideologias muçulmanas. A polícia informou que Wellington não tinha antecedentes criminais.
Palavras-chave: PM , atirador , escola , polícia militar , estudantes , polícia , wellington menezes de oliveira , colégio , ataque , tiroteiro , mortos , rio , colégio tasso da silveira , rio de janeiro , alunos , tiroteio em escola , band , realengo , mortes , feridos

Contrariado, Garotinho tumultua audiência com Ministro do Esporte

5 de Abril de 2011 - 19h21
Contrariado, Garotinho tumultua audiência com Ministro do Esporte

Autor de uma tentativa frustrada da instalação de uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) para investigar o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) tentou tumultuar a audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto, nesta terça-feira (5), quando se discutiu as ações do Ministério do Esporte para os próximos quatro anos.

Ele chegou no final da reunião, encheu o ministro Orlando Silva de perguntas, fez acusações ao PCdoB, partido ao qual Orlando é filiado, e interrompia as respostas do ministro. A situação aborreceu o presidente da Comissão, deputado Jonas Donizete (PSB-SP), que lembrou ao ministro que Garotinho nem era membro daquela Comissão, tentando encerrar a insistência do deputado.
Garotinho acusou o governo federal, o Ministério do Esporte e o PCdoB de favorecer Teixeira com isenções fiscais. O ministro manteve a calma, respondeu a todas as perguntas, apesar das interrupções de Garotinho, e até elogiou a gestão de Garotinho quando governador do Rio de Janeiro.
O elogio teve um “quê” de ironia, já que Garotinho responde a processo na Justiça por crimes de corrupção durante sua administração. Em 2010, a Justiça Federal do Rio condenou Garotinho, na época candidato a deputado federal pelo PR, a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha e uso da Polícia Civil para cometer crimes como corrupção e lavagem de bens.
Na época, o ex-governador foi também condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) por abuso de poder econômico, mas obteve uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o manteve na disputa. E foi alvo da lei da Ficha Limpa.
Orlando Silva lembrou a Garotinho que as isenções fiscais concedida à Fifa em relação aos fatos geradores decorrentes das atividades vinculadas à organização e realização da Copa foi aprovada pelo Congresso Nacional. Disse ainda que as exigências da Fifa são feitas a todos os países sedes e são atendidas.
Ganho maior
O ministro explicou ainda, apesar das constantes interrupções do deputado, que mais parecia um garotinho contrariado, que a desoneração fiscal das entidades terá um impacto menor do que os ganhos do país com o evento. E disse que o Brasil vai ganhar muito mais com o aquecimento da economia em função da realização da Copa 2014, destacando a vinda de cerca de 600 mil turistas do exterior.
Antes de Garotinho chegar à reunião, o ministro já tinha respondido a uma pergunta do deputado Silvio Costa (PTB-PE) sobre a proposta do ex-governador do Rio de instaurar uma CPI para investigar a CBF. O ministro disse que “CPI é um assunto da Casa” e negou a existência de dinheiro público na CBF: “não há um centavo de dinheiro público na CBF”.
Ainda antes da resposta do ministro à Garotinho, o líder do PCdoB na Câmara, deputado Osmar Júnior (PI), que tinha se inscrito para falar, respondeu ao deputado fluminense. Ele disse que o PCdoB é um partido onde se toma decisões coletivas e que foi decidido que “precisamos somar força para fazer um belo evento”.
Dizendo que a bancada do PCdoB confia no trabalho do ministro, Osmar Júnior também lembrou ao deputado Garotinho que “a isenção fiscal foi aprovada pelo Parlamento”, e quanto aos benefícios que a concessão tributária possa gerar para Ricardo Teixeira, deve ser tratada pela Fifa.

Garotinho acusou o PCdoB de ter mudado de opinião porque na CPI da Nike, conduzida pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Ricardo Teixeira havia sido acusado de irregularidades na condução da CBF. E agora o PCdoB permitia que ele se favorecesse das medidas adotadas para a realização da Copa do Mundo.
De Brasília
Márcia Xavier